Matéria do Estado de Minas sobre o concerto de 30-05-2012

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Uma oportunidade  incomum de conferir as tendências da música celta contemporânea pode ser vista nesta quinta às 19h30, no Museu Histórico Abílio Barreto, com o concerto para harpa e voz do duo Celtic Songs. O espetáculo integra a programação do festival internacional dedicado ao instrumento promovido pelo projeto carioca Música no Museu, que selecionou essa récita para marcar presença em solo mineiro. 

Formado pela soprano Helen Isolani e pela harpista Cecília Pacheco, o duo mostrará ao público o universo das composições celtas contemporâneas, com arranjos e direção musical de Robério Molinari. O repertório abrange peças tradicionais da Irlanda, Escócia, Inglaterra e do País de Gales. Elas serão interpretadas pelo duo brasileiro, que existe há cinco anos, dedicando-se ao estudo da música tradicional dos países celtas, onde a harpa foi inventada. 

“Optamos por trazer esse universo para o público porque é um repertório que, normalmente, as pessoas não conhecem. O harpista naquela cultura é muito importante”, conta Cecília. Na apresentação, o forte serão os arranjos. “Fizemos um trabalho que deverá impressionar. Foram feitos para levar as pessoas a uma imersão naquele universo”, adianta. Além das composições, durante o recital haverá declamação de poemas. 

O concerto será uma boa ocasião para se ter contato com a harpa, instrumento com poucos seguidores entre os instrumentistas, mas nem por isso menos instigante. A relação de Cecília Pacheco com a harpa vem de infância, quando, depois de estudar piano, resolveu, aos 8 anos, que queria mudar de instrumento. “Minha mãe até tentou me convencer a manter os estudos de piano, mas não deu. Brinco que o instrumento me escolheu. O difícil é tocar bem, pois exige muito domínio técnico das mãos e dos pés, além de ser também um instrumento caro.” As características só tornam mais raros os seus seguidores. “Hoje existe um mercado aberto, pois há poucos músicos na área e os que temos atuam em orquestras, trabalhos autorais e músicas de câmara”, completa.
Música no Museu
Concerto para harpa e voz com o duo Celtic Songs. Hoje, 19h30, no Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim).  A entrada é gratuita sujeita à lotação de 100 lugares do auditório. Informações: (31) 3277-8668.  






http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/05/30/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=53679/ficha_teatro.shtml

Língua irlandesa

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irlandês (Gaeilge), também conhecido como gaélico irlandês ou simplesmente gaélico, é um idioma falado como língua nativa na Ilha da Irlanda por cerca de 104 mil pessoas, predominantemente nas zonas rurais ocidentais da ilha. O irlandês era a língua principal da llha Esmeralda antes de os ingleses a invadirem durante a Idade Média.

pronúncia das letras do alfabeto convencional: 
Aa - B b - C c - D d - E e - F f - G g - H h - I i
[á] - [bé] - [ce] -[dé] - [é] - [eif] - [ge] - [héis] - [í]

Ll - M m - N n - O o - P p - R r - S s - T t - U u
[eil] [eim] [ein] [ó] [pé] [ear] [eas] [té] [ú]

As letras j (jé), k (ká), q (cú), v (vé), w (wae), x (ex), y (yé) e z (zae) não ocorrem em palavras nativas, aparecem apenas no inglês.



Harpa...

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A harpa céltica, descendente das antigas harpas dos celtas, é ainda hoje muito usada, tanto profissionalmente, quanto para fins de estudo. Ela é uma harpa completa, com muitas possibilidades, mas um pouco deficiente se comparada à harpa de pedais. Tentando ser simples, o fato é que a harpa de pedais pode se utilizar de todas as notas da escala temperada - incluindo todas as alterações. Já a harpa céltica, dependendo de sua afinação, pode tocar apenas alguns bemóis e alguns sustenidos, ou todos os sustenidos mas nenhum bemol, ou todos os bemóis, mas nenhum sustenido.. Enfim, nesse sentido ela é mais limitada. Apesar disso é bem mais prática que a harpa de concerto, por ser menor e mais leve. Muitos estudantes de harpa sinfônica utilizam a harpa céltica para estudar em casa, ao menos à princípio, já que seu preço é bem mais acessível e a distância entre as cordas é bem parecida com a da harpa de pedais, o que já não acontece com a harpa paraguaia, em que as cordas são muito próximas umas das outras. Na harpa sinfônica e na céltica, utilizam-se os dedos para tanger as cordas, enquanto na harpa paraguaia utilizam-se as unhas. Note que aqui eu utilizo os nomes harpa de pedais, harpa de concerto e harpa sinfônica para me referir a um mesmo tipo de harpa.


Muitos grupos de música céltica utilizam a harpa céltica, já que ela é um grande símbolo da civilização celta e de sua cultura.

fonte:http://harpaemusica.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

The Harp That Once

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Uma das mais belas canções tradicionais interpretada pelo The Celtic Songs se chama: The Harp That Once. Esta música tem um significado lindo, com poesia de Thomas Moore e fala de um mito irlandês referênte a colina de Tara. Vamos falar aqui, de tudo um pouco: da letra, do poeta e do mito.

Tuatha De Dannann: O “Povo da deusa Dana”. Segundo a mitologia Irlandesa, foi a ultima geração de deuses que governaram a Irlanda antes da invasão dos filhos de Milesius, antepassados dos actuais Irlandeses. Os Irlandeses diziam que eram gigantes que viviam em aposentos subterrâneos, em Tara, e que construíam templos de pedra.


A Harpa que Um Dia
(Canção tradicional irlandesa com poesia de Thomas Moore)

A harpa que um dia através das paredes de’Tara*
A alma da música abrigou,
Agora pende tão muda das paredes de Tara
Como se aquela alma partido houvera.
Assim dorme o orgulho dos tempos antigos,
Assim a exaltação da glória terminou.
E os ardores, que um dia se levantaram ao louvor,
Agora não mais sentem aquele ardor.

Não mais para os chefes e damas brilhantes
A harpa de Tara se expande;
A única corda, que soa à noite,
Conta sua história de ruína.
Assim a liberdade agora tão raramente desperta,
Que a única emoção que ela nos
É quando algum coração indignado se parte,
Para mostrar que ela ainda vive e viverá.

*Tara é uma colina em County Meath, Irlanda. O palácio de Tara foi a residência real durante muitos séculos.

Thomas Moore:






UMA CAPA

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Uma capa fiz do meu canto
Debaixo a cima
Bordada
De antigas mitologias;
Mas tomaram-na os tolos
Para exibi-la ao mundo
Como se por eles fora lavrada.
Deixa, canto, que a tomem
Pois maior feito existe
Em andar nú.



William Butler Yeats




Próximo Concerto "The Celtic Songs"

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Concerto:
The Celtic Songs

Dia 30/05/2012 as 19:30

Local: Museu Histórico Abílio Barreto
Avenida Prudente de Morais, 202 - Cidade Jardim


Belo Horizonte

A CANÇÃO DO DELIRANTE AENGUS (1899) William Butler Yeats

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Aengus: Na mitologia Irlandesa este era o filho de Dagda e Elcmar. Diz a lenda que certa noite Aengus sonhou com uma bela donzela, Caer, que estava acorrentada a outras 150 donzelas destinadas a transformarem-se em cisnes durante o Samhain. Por este motivo, Aengus transformou-se em cisne para se unir à sua amada.

"Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.
Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.
Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol."