Criança Roubada (W.B.Yeats)

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Onde submerge a cordilheira rochosa
De cães farejadores bravos no lago
Lá existe uma ilha arborizada
Onde garças agitadas despertam
Os castores sonolentos
Lá nós escondemos nossos vasos feéricos
Cheios de Bagas
E das mais vermelhas cerejas roubadas

Venha, Oh criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mão dada
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender.

Onde os raios de luz brilham
As areias cinzas e tênues com luz
Sem dúvida não tinham gravetos
Nós pisoteamos-nos por toda noite
Interpretando danças antigas

Cruzando mãos e cruzando olhares
Até a lua levantar seu voo
Para lá e para cá nós saltamos
E perseguimos as bolhas de espuma
Enquanto o mundo está mais cheio de problemas
E está ansioso em seu sono.

Onde a água corrente jorra
Das montanhas sobre os vales
Em poças entre os juncos
Cuja escassez poderia banhar uma estrela
Nós procuramos por trutas dorminhocas
E sussurrando em seus ouvidos
Demo-nas sonhos inquietos
Inclinando-se suavemente para fora
Das samambaias que despejam suas lágrimas
Sobre os riachos jovens

Assim, conosco ele está indo
O olhar solene
Ele não ouvirá mais o ruído
Dos novilhos no penhasco quente
Ou da chaleira no fogão
Cantemos paz no seu peito
Ou vejamos os camundongos marrons
Ao redor da caixa de trigo.

Pois ele vem, a criança humana
Para as águas e para a selva
Com uma fada, de mãos dadas
Pois o mundo está mais cheio de mágoa
Do que você pode entender.

THECELTICSONGS E O TRISKLE

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"Tendo em consideração o número três, símbolo sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão." 
Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.

Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", e, de fato, este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida e do universo. Na cultura celta este símbolo também reperesenta um portal entre os mundos.

O Thecelticsongs acredita que a música tem o "poder" do transporte, ou seja, através do som a alma pode galgar mundos, sonhos e estar nos lugares mais elevados. Por isso, nosso símbolo é um triskele em expansão: no sentido horário. Movimento contínuo de som. Movimento contínuo da alma! O triskelion também é conhecido por Triskle ou Triskele, Tríscele, Triskel, Threefold ou Espiral Tripla. É um movimento contínuo... A ciclicidade e o movimento contínuo é um aspecto importante. Assim como a ciclicidade e movimento na música. Assim é no som pois assim é a natureza.

O triskele também traz aspectos assim como na música pois há "ornamentos", "emodulramentos", "modulações", "ciclicidade", "movimento QUE É contínuo". Este símbolo que é tão importante e antigo: um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", pode fazer PERFEITAMENTE a analogia com as conquistas sonoras musicais. Por isto, Thecelticsongs traz a marca do Triskele em sua música!

Na última ( e épica - para alguns) apresentação do Thecelticsongs mostramos a figura do Triskeles em nossa música e era uma música instrumental. A relação do significado do triskeles com a composição foi fundamental. A música era um medley (conjunto de canções em uma obra só) que apresentava uma associação cíclica e contínua nas músicas apresentadas.



THE CELTICSONGS: A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DA MÚSICA

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É necessário pensar em diversas formas da comunicação. Dentro destas formas temos a arte como forma de expressão. A nossa música é a nossa comunicação, expressão e informação. O som, o canto é uma ferramenta. Nos expressamos COM a música ATRAVÉS do som, do canto e é com esta ferramenta que mostramos a beleza da música celta.
Para que a beleza, a arte e a estética musical seja identificada através da música celta há algumas exigências. Isto exige do grupo grande conhecimento do estilo musical em que se propõe a fazer, conhecimento de interpretação (a importancia de saber a história, mitologia e literatura) e ao mesmo tempo criando arranjos próprios não abrindo mão da identidade musical do grupo.
Sendo assim, o Thecelticsongs traz para o palco instrumentos extremamente importante para esta sonoridade: A Harpa (símbolo nacional da Irlanda), percussão (música celta é essencialmente uma música tribal), Bodhran (instrumento de percussão irlandês) Gaita de Fole Irlandesa (Esta que usamos é irlandesa pois existem vários tipos de Gaita), Flauta Irlandesa (as flautas irlandesas Whistle tem uma família) Concertino (Este concertino é irlandês) assim como voz, piano, sax e violão.

Helen Isolani - Voz
Cecília Pacheco – Harpa
Carolina Valverde – Bodhran/Sax
Alexsandro Novais – Concertino Irlandês/Flautas Wistle/Gaita de foles Irlandesa
André Jaued – Percussão
Luis Enrique – Violão
Robério Molinari - Piano



A música celta diz muito da literatura, da poesia, da mitologia e da história destes países que hoje são considerados celta. Nossos países (EM FOCO) são: Irlanda, Escócia, País de Gales e Inglaterra.

“Triste de recordar, enfermo com os anos,
As inumeráveis e velozes lanças,
Os cavaleiros de cabelos ao vento,
E malgas de cevada, mel e vinho,
Aqueles felizes casais dançando em sintonia,
E o alvo corpo deitado junto ao meu;
Mas a história, embora as palavras sejam mais leves que o ar,
Deve viver  para envelhecer como a Lua errante.”

(The Wanderings of Oisin, por William Yeats, 1889)

The Bard of Armagh

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Continuando as nossas postagens sobre as músicas do nosso repertório, gostaríamos de falar de uma balada tradicional irlandesa. De meados do século XIX que se chama: The Bard of Armagh (O bardo de Armagh).

Armagh é uma cidade na Irlanda do Norte, sede do Condado de Armagh. Em irlandês é conhecida como 'Ard Mhacha', ou 'Macha's Height'. Armagh é a cidade menos populosa da Irlanda do Norte, e a segunda menos populosa da ilha da Irlanda, sendo superada apenas por Kilkenny. Possui uma população de 14 590
pessoas segundo o censo britânico de 2001.




Esta música, como em quase toda canção tradicional irlandesa fala do bardo que é herói, harpista que sonha em voltar para Erin (antigo nome da irlanda). A harpa, por sua vez é um símbolo nacionalista.


A letra diz:

Oh! List to the lay of a poor Irish harper,
And scorn not the strains from his old withered hand,
Remember his fingers could once move more sharper
To raise up the glories of his dear native land.
Although I have traveled this wide world over,
Yet Erin’s* a home and a parent to me,
Then, oh! Let the ground that my old bones shall cover
Be cut from the soil that is trod by the free.

Tradução:

Oh! Ouçam a música de um pobre harpista irlandês,
E não desprezem as canções de sua velha e fraca mão,
Lembrem-se de que seus dedos já puderam com mais força se mover
Para exaltar as glórias de sua amada terra-mãe.
Embora eu tenha viajado por todo o grande mundo,
Erin* ainda é um lar e uma mãe para mim,
Então, oh! Deixa que a terra que cobrirá meus velhos ossos
Seja a terra deste solo, pisado pelos livres.
  
http://www.youtube.com/watch?v=V-Ret_5CdbA

ainda sobre Scarborough Fair...

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Na idade média, as pessoas não costumavam dar créditos para músicas ou outras obras de arte, de modo que o escritor de Scarborough Fair é desconhecido. 

A canção foi entoada por bardos (ou shapers, como eram conhecidos na Inglaterra medieval) que a levavam de cidade em cidade da forma que cada um ouvia... por isso as letras e arranjos mudaram. Hoje existem muitas versões de Scarborough Fair.





No segundo verso de cada estrofe se repetem essas palavras que nessa ordem têm um significado especial: Salsa, sálvia, alecrim e tomilho. É provável que seja uma alusão ao compromisso do cantor com sua amada. 

Há ainda outra interpretação para estes versos:

Parsley (Salsa): Eu quero que você seja a mãe dos meus filhos.
Sage (Salvia): Sou fiel.
Rosemary (Alecrim): Pense em mim.
Thyme (Tomilho): Eu sou seu.

Alguns significados e interpretações para as ervas (Antes e Hoje):

Salsa (Petroselinum crispum)
Salsa ainda hoje é prescrito por fitoterapeutas para pessoas que sofrem de má digestão. Comer uma folha de salsa durante uma refeição faz com que a digestão de verduras, como espinafre que é pesado, se torne muito mais fácil. Dizem que era para tirar o amargor e os médicos medievais levavam isso em um sentido espiritual também. A Salsa é uma das mais antigas ervas utilizada como tempero. Do latim salsa herba, de salsus, “salgado”. Por extensão, também “o que dá gosto à comida. A palavra Salsa em espanhol significa molho, uma palavra hispânica para sauce, mas salsada quer dizer amalgamada, misturada. A própria dança "Salsa" tem esse nome devido a uma mistura de ritmos.

Sage (Salvia officinalis)
Sálvia foi conhecida por simbolizar a fidelidade. Muito utilizada na Idade Média.

Rosemary (Rosmarinus officinalis)
Antigos amantes gregos usavam dar alecrim às suas senhoras e o costume de uma noiva usar galhos de alecrim em seu cabelo ainda é praticado na Inglaterra e em vários outros países europeus hoje. A erva também é sinônimo de sensibilidade e prudência. Antigos médicos romanos recomendavam colocar um pequeno saco de folhas de alecrim debaixo do travesseiro de alguém que teve que realizar uma tarefa mental difícil, tal como um exame.

Tomilho (Thymus vulgaris)
Thyme é mencionado aqui porque ele simboliza a coragem. Na idade Média, os cavaleiros usavam imagens de tomilho em seus escudos quando eles saíam para o combate. Suas mulheres bordavam neles como um símbolo de sua coragem.

As ervas salsa, sálvia, alecrim e tomilho, retornando na segunda linha de cada estrofe, dão um sentido chave para a música. Embora sem sentido para a maioria das pessoas hoje em dia, estas ervas falavam com a imaginação das pessoas na era medieval, tanto quanto rosas vermelhas falam para nós hoje. Elas simbolizam as virtudes do trovador, desejos de seu verdadeiro amor e se o têm, a fim de torná-lo possível para ele voltar.

Então, como em toda a canção medieval, na celta, a letra é riquíssima de informações não só poéticas mas um significado de uma época. 

Cada canção, uma vivência! 

Aguardem a próxima postagem!!

Scarborough Fair

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O The Celtic Songs interpreta canções modernas e tradicionais inglesas, irlandesas, gaulesas e escocesas. Nesta postagem, gostaríamos de falar de uma música linda, tradicional, medieval e inglesa.

A música: Scarborough Fair!

Esta canção popular Inglesa remonta aos tempos medievais, quando a estância balneária de Scarborough era um local importante para os comerciantes de toda a Inglaterra. Fundada a mais de mil anos atrás, como Skarthaborg pela Skarthanorman, o assentamento Viking em North Yorkshire, no norte-oeste da Inglaterra tornou-se uma porta muito importante, pois a idade das trevas chegava ao fim. Scarborough Fair não foi uma feira como a conhecemos hoje, mas uma feira de grande comércio. Pessoas de toda a Inglaterra, e outros continentes, vinham a Scarborough para fazer negócios. Como eventualmente o porto começou a diminuir, assim diminuiu a feira, e Scarborough é uma cidade tranquila e pequena agora.

A parte moderna da cidade está situada a uma altura entre 30-70 metros, enquanto a parte velha da cidade, perto do porto e protegida por uma península rochosa, encontra-se no nível do mar. Tem aproximadamente 50 mil habitantes, e contando com os subúrbios, chega a 108,5 mil habitantes.



Os Celtas e a necessidade do estudo transdisciplinar

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"A natureza multidisciplinar dos estudos célticos requer um aparato pedagógico de fôlego: Arqueologia, Lingüística, Historia Antiga, Historia Medieval, Historiografia literária, Literatura, Mitologia Comparada e Folclore são as primeiras disciplinas que devem introduzir estes estudos, sem esquecer o fato de que a aquisição de rudimentos das línguas célticas, seja do tronco gaélico ou britônico, também deve ser levada em consideração. "



fonte: http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=historiadores&id=38

Trechos de "ESPOSA" - João da Cruz

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XI

Mostra tua presença!
Mate‑me a tua vista e formosura;
Olha que esta doença
De amor jamais se cura,
A não ser com a presença e com a figura.






XXXII

Quando tu me fitavas,
Teus olhos sua graça me infundiam;
E assim me sobreamavas,
E nisso mereciam
Meus olhos adorar o que em ti viam.

Matéria do Estado de Minas sobre o concerto de 30-05-2012

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Uma oportunidade  incomum de conferir as tendências da música celta contemporânea pode ser vista nesta quinta às 19h30, no Museu Histórico Abílio Barreto, com o concerto para harpa e voz do duo Celtic Songs. O espetáculo integra a programação do festival internacional dedicado ao instrumento promovido pelo projeto carioca Música no Museu, que selecionou essa récita para marcar presença em solo mineiro. 

Formado pela soprano Helen Isolani e pela harpista Cecília Pacheco, o duo mostrará ao público o universo das composições celtas contemporâneas, com arranjos e direção musical de Robério Molinari. O repertório abrange peças tradicionais da Irlanda, Escócia, Inglaterra e do País de Gales. Elas serão interpretadas pelo duo brasileiro, que existe há cinco anos, dedicando-se ao estudo da música tradicional dos países celtas, onde a harpa foi inventada. 

“Optamos por trazer esse universo para o público porque é um repertório que, normalmente, as pessoas não conhecem. O harpista naquela cultura é muito importante”, conta Cecília. Na apresentação, o forte serão os arranjos. “Fizemos um trabalho que deverá impressionar. Foram feitos para levar as pessoas a uma imersão naquele universo”, adianta. Além das composições, durante o recital haverá declamação de poemas. 

O concerto será uma boa ocasião para se ter contato com a harpa, instrumento com poucos seguidores entre os instrumentistas, mas nem por isso menos instigante. A relação de Cecília Pacheco com a harpa vem de infância, quando, depois de estudar piano, resolveu, aos 8 anos, que queria mudar de instrumento. “Minha mãe até tentou me convencer a manter os estudos de piano, mas não deu. Brinco que o instrumento me escolheu. O difícil é tocar bem, pois exige muito domínio técnico das mãos e dos pés, além de ser também um instrumento caro.” As características só tornam mais raros os seus seguidores. “Hoje existe um mercado aberto, pois há poucos músicos na área e os que temos atuam em orquestras, trabalhos autorais e músicas de câmara”, completa.
Música no Museu
Concerto para harpa e voz com o duo Celtic Songs. Hoje, 19h30, no Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim).  A entrada é gratuita sujeita à lotação de 100 lugares do auditório. Informações: (31) 3277-8668.  






http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/05/30/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=53679/ficha_teatro.shtml

Língua irlandesa

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irlandês (Gaeilge), também conhecido como gaélico irlandês ou simplesmente gaélico, é um idioma falado como língua nativa na Ilha da Irlanda por cerca de 104 mil pessoas, predominantemente nas zonas rurais ocidentais da ilha. O irlandês era a língua principal da llha Esmeralda antes de os ingleses a invadirem durante a Idade Média.

pronúncia das letras do alfabeto convencional: 
Aa - B b - C c - D d - E e - F f - G g - H h - I i
[á] - [bé] - [ce] -[dé] - [é] - [eif] - [ge] - [héis] - [í]

Ll - M m - N n - O o - P p - R r - S s - T t - U u
[eil] [eim] [ein] [ó] [pé] [ear] [eas] [té] [ú]

As letras j (jé), k (ká), q (cú), v (vé), w (wae), x (ex), y (yé) e z (zae) não ocorrem em palavras nativas, aparecem apenas no inglês.



Harpa...

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A harpa céltica, descendente das antigas harpas dos celtas, é ainda hoje muito usada, tanto profissionalmente, quanto para fins de estudo. Ela é uma harpa completa, com muitas possibilidades, mas um pouco deficiente se comparada à harpa de pedais. Tentando ser simples, o fato é que a harpa de pedais pode se utilizar de todas as notas da escala temperada - incluindo todas as alterações. Já a harpa céltica, dependendo de sua afinação, pode tocar apenas alguns bemóis e alguns sustenidos, ou todos os sustenidos mas nenhum bemol, ou todos os bemóis, mas nenhum sustenido.. Enfim, nesse sentido ela é mais limitada. Apesar disso é bem mais prática que a harpa de concerto, por ser menor e mais leve. Muitos estudantes de harpa sinfônica utilizam a harpa céltica para estudar em casa, ao menos à princípio, já que seu preço é bem mais acessível e a distância entre as cordas é bem parecida com a da harpa de pedais, o que já não acontece com a harpa paraguaia, em que as cordas são muito próximas umas das outras. Na harpa sinfônica e na céltica, utilizam-se os dedos para tanger as cordas, enquanto na harpa paraguaia utilizam-se as unhas. Note que aqui eu utilizo os nomes harpa de pedais, harpa de concerto e harpa sinfônica para me referir a um mesmo tipo de harpa.


Muitos grupos de música céltica utilizam a harpa céltica, já que ela é um grande símbolo da civilização celta e de sua cultura.

fonte:http://harpaemusica.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

The Harp That Once

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Uma das mais belas canções tradicionais interpretada pelo The Celtic Songs se chama: The Harp That Once. Esta música tem um significado lindo, com poesia de Thomas Moore e fala de um mito irlandês referênte a colina de Tara. Vamos falar aqui, de tudo um pouco: da letra, do poeta e do mito.

Tuatha De Dannann: O “Povo da deusa Dana”. Segundo a mitologia Irlandesa, foi a ultima geração de deuses que governaram a Irlanda antes da invasão dos filhos de Milesius, antepassados dos actuais Irlandeses. Os Irlandeses diziam que eram gigantes que viviam em aposentos subterrâneos, em Tara, e que construíam templos de pedra.


A Harpa que Um Dia
(Canção tradicional irlandesa com poesia de Thomas Moore)

A harpa que um dia através das paredes de’Tara*
A alma da música abrigou,
Agora pende tão muda das paredes de Tara
Como se aquela alma partido houvera.
Assim dorme o orgulho dos tempos antigos,
Assim a exaltação da glória terminou.
E os ardores, que um dia se levantaram ao louvor,
Agora não mais sentem aquele ardor.

Não mais para os chefes e damas brilhantes
A harpa de Tara se expande;
A única corda, que soa à noite,
Conta sua história de ruína.
Assim a liberdade agora tão raramente desperta,
Que a única emoção que ela nos
É quando algum coração indignado se parte,
Para mostrar que ela ainda vive e viverá.

*Tara é uma colina em County Meath, Irlanda. O palácio de Tara foi a residência real durante muitos séculos.

Thomas Moore:






UMA CAPA

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Uma capa fiz do meu canto
Debaixo a cima
Bordada
De antigas mitologias;
Mas tomaram-na os tolos
Para exibi-la ao mundo
Como se por eles fora lavrada.
Deixa, canto, que a tomem
Pois maior feito existe
Em andar nú.



William Butler Yeats




Próximo Concerto "The Celtic Songs"

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Concerto:
The Celtic Songs

Dia 30/05/2012 as 19:30

Local: Museu Histórico Abílio Barreto
Avenida Prudente de Morais, 202 - Cidade Jardim


Belo Horizonte

A CANÇÃO DO DELIRANTE AENGUS (1899) William Butler Yeats

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Aengus: Na mitologia Irlandesa este era o filho de Dagda e Elcmar. Diz a lenda que certa noite Aengus sonhou com uma bela donzela, Caer, que estava acorrentada a outras 150 donzelas destinadas a transformarem-se em cisnes durante o Samhain. Por este motivo, Aengus transformou-se em cisne para se unir à sua amada.

"Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.
Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.
Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol."




Sonho...

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"Fossem meus os tecidos bordados dos céus,

Ornamentados com luz dourada e prateada,

Os azuis, negros e pálidos tecidos

Da noite, da luz e da meia-luz,

Os estenderia sob os teus pés.


Mas como tenho apenas os meus sonhos,
Estendê-lo-ei para que possas caminhar...
Então, caminhe suavemente,
Pois caminhas sobre os meus sonhos."



William Butler Yeats, 1865 - 1939


Os druidas

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Os druidas formavam uma classe privilegiada, isentos de impostos e serviço militar, isso atraía grande número de jovens, que buscavam iniciação na ordem. Houve três categorias desses sábios: os bardos, que imortalizavam a história e as tradições da tribo; os auguristas, que faziam os sacrifícios e adivinhavam o futuro; e os druidas propriamente ditos, que conheciam as leis e a filosofia, conservavam a antiga sabedoria celta.

As crenças primitivas

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Como a maioria dos outros povos, os celtas primitivos eram animistas, dedicavam sua adoração aos espíritos da natureza, do mar, dos rios, montanhas, etc. A adoração desses espíritos prevaleceu ainda muito tempo depois de haver se desenvolvido culto de divindades pessoais e, de uma forma ou de outra, continuou em cena, mesmo depois do advento do cristianismo. Na Irlanda, certas árvores, como carvalho e o fresno, eram considerados com reverência, em especial alguns que cresciam junto aos poços sagrados e cujo corte era proibido.

Quem são os celtas

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Não formavam uma tribo única, e sim grupos bastante diferenciados. Os bretões ou kimrys ocuparam a Bretanha francesa e o País de Gales; os gálatas Asia Menor; os gauleses, grande parte do que hoje é a França.  Assim, não se pode falar de uma "raça celta" e sim diversos povos de diferentes origens que compartilhavam certas características. Alguns traços comuns de língua, instituições sociais e religiosas e, em geral, formas de vida, permitem considerar a ideia de um "povo celta".

Helen Isolani

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Cecília Pacheco

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Concerto na Casa do Baile - BH/MG em 2011

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Helen Isolani (voz) e Cecília Pacheco (Harpa) formam o duo Celtic Songs, trazendo o universo da música celta contemporânea e abrangente, com arranjos e direção musical de Robério Molinari. Apresenta músicas tradicionais da Irlanda, Escócia, Inglaterra e do País de Gales

Dia: 27 de novembro de 2011
Horário: 16h
Local: Casa do Baile 
End.: Av. Otacílio Negrão de Lima, 751. Pampulha

O Bardo

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...figura importante na manutenção das lendas célticas era o bardo; aquele que, através de suas músicas, difundia os feitos de bravura dos heróis do passado. Desse ponto de vista a cultura celta não foi uma cultura histórica pois não tem história escrita (ainda que os celtas possuíssem formas rudimentares de escrita, baseadas em traços verticais e horizontais). As suas histórias eram transmitidas oralmente, e os bardos eram particularmente bons nisso já que, uma vez que suas histórias eram musicadas, tornava-se fácil lembrar das palavras exatas que a compunham. 

Temas das canções

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“The Celtic Songs”: canções que falam de amor, luta, natureza e magia...

Natureza

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Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "sagrado", pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza.


A natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava. As religiões primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos. A “Voz da Floresta” é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a veneração que os Celtas tinham pelas árvores. Exatamente por este motivo, é comum a temática musical celta estar ligada aquilo que eles mais respeitavam: a Natureza. Um bosque, a brisa, a alvorada, o outono – ou qualquer outra estação – enfim, cada pequeno movimento da Natureza carrega um som, e era função do músico senti-la e traduzir em música.

Música Celta

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O termo música celta refere-se aos estilos populares da IrlandaEscóciaGalizaPaís de Gales e Bretanha, que usavam as formas tradicionais de danças e os improvisos dos trovadores. É caracterizada pelo ritmo vigoroso das danças, a utilização de flautas e de rabecas, e o uso de línguas locais nas letras das músicas.